quinta-feira, 30 de abril de 2009

Dedicatória

No teu livro de leitura
Peço para você colar
Estes humildes versos
Que aqui vou declamar

Pois peço à Deus que nesta hora
Refresque a minha memória
Para que eu possa te homenagear

Teu corpo é bastante lindo
Parece uma divindade
Desculpe, modéstia à parte
Mas é pura verdade

Teus cabelos têm destaque
Eu presto bem atenção
Digo-te com sinceridade
Alegra meu coração

Quando por mim você passa
Fico sempre a meditar
És bela e cheia de graça
És uma santa no altar
Altar da alma, talvez
Não sei porque Deus já não fez
Você de mim gostar

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Lembrança da Cachoeira

Em uma tarde de agosto
Lembro-me com atenção
Um passeio fizemos
Que me agradou o coração

Subimos por uma serra
Por um lajedo infinito
Com os cabelos nos olhos
Parecias uma índia

Do alto eu contemplava
A paisagem que devaneia
Guardei como lembrança
O passeio da cachoeira

terça-feira, 28 de abril de 2009

POEMA PARA CALANTA

Calanta, seus olhos verdes são lindos,
E a todos fazem encantar,
Pois tem o brilho das estrelas,
De uma noite Clara de Luar,
Parece que Deus colocou neles
Toda beleza que há.

Tens um jeitinho lindo de rir,
E até mesmo de querer falar,
Unindo a toda essa beleza,
Que a natureza lha dá,
É a minha mais bela inspiração,
Para nos meus versos declarar.

Tens o amor de todos nós,
Do papai e da mamãe também,
Do vovô e das vovós,
Dos titios e das titias que tem,
De Bartira nem é bom falar,
Mesmo que ela no início pensava,
Que seu lugar você ia tomar.

Mais você foi o fruto abençoado,
Por Jesus nosso senhor,
Firme e forte tal qual uma rocha,
A semente que seus pais plantaram,
Planto com muito amor e união,
Como sempre de coração,
Por isso você é como uma rosa desabrochando.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Flor Menina

Linda, puro lírio dos campos
És todo encanto, a todos chamas atenção
És motivo de alegria
És minha inspiração
Bartira, nome Tupi
Tens o jeitinho da flor
Formada pelos rios do campo
Que o próprio Jesus criou
Que alegria tê-la no coração
Arco-íris furtando cores
No palco da imaginação
Peço um beijo na testa, você me dá
E diz que é o cantinho que só vovô pode beijar
Você é a coisa mais bela e pura
Que o Divino Mestre fez para nos dar
Deixa falar do que encanta
Está chegando agora Calanta
A quem todos esperam com muito amor para dar
Vem Calanta
Quero te abraçar de pertinho
Pois esse é o jeitinho
Do vovô te amar

domingo, 26 de abril de 2009

Gracinha Poema

A grande festa do milho
Guardo na recordação
Fica maior o brilho
Gravado na tua mão
Gracinha está como eu quero
O testemunho sincero
Desta minha admiração
Oculta no anonimato
É esta bela menina
Sua beleza me fascina
Tem o encanto de uma flor
Um sorriso embriagador
Da beleza feminina
Falando para a grandeza
Para crescer e subir
Sinto o servo do porvir
Seu destino mais brilhante
Que a estrela mais fulgurante
Que se possa admitir
Para ti vai esta homenagem
Com carinho e fervor
Nesta noite, com coragem
Todo o meu calor
Calor que estimula a escrever
Poesias de amor

sábado, 25 de abril de 2009

Teu nome

Teu nome trago na mão
Busco na noite e na solidão
Para uma homenagem te prestar
Pois ainda és uma amiguinha
A quem chamo de Nevinha
Que na rima vou falar

Na poesia vou adiante
Teus olhos mais brilhantes
Que as estrelas magistrais
Teus risos são como um lírio
Das flores o seu suspiro
Que a beleza nos traz

Termino também este verso
Este simples retrocesso
Que o destino me traz
Até mais, querida nevinha
Guarde isto contigo
Queria ser mais que amigo
Simplesmente teu amor e nada mais

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A mulher dos meus sonhos

A mulher dos meus sonhos



A mulher dos meus sonhos
Linda, simpática e gentil
Tem no rosto o perfil
De uma beleza sem par
Tem um porte de nobreza
Talhada para a beleza
A santa do meu altar

Cabelos pretos, olhos brilhantes
Pele lisa, sensual
Minha musa inspiradora
Dos meus versos em recital

Pena faz que só nos sonhos
O teu corpo eu disponho
Para abraçar e beijar
Porém quem sabe um dia
O destino mudaria
E de fato eu poderia
Te abraçar e te beijar

quinta-feira, 23 de abril de 2009

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Meu Grito

Meu Grito

Escrevo, leio e às vezes me irrito

Outras vezes fico a meditar

Por que, meu Deus, tudo isso está acontecendo,

Onde é que vamos chegar?

Com todos esses desentendimentos

Fica até difícil explicar

Casais em verdadeiro atrito

Em alguns casos, o casamento chega a acabar.

Já dizia um velho ditado

Nunca é demais se ter compreensão

Procurar sempre respeitar um ao outro

Sem nunca perder a razão

Para que seu casamento não seja um barco furado

Perdido no mar sem rumo e sem direção

Tal qual aquele castelo de areia

Que a ventania pôs todo no chão.

Por isso meu grito de alerta

Aos casais da nova ou da velha geração

Viva a vida em paz consigo mesmo

E agradeça a Deus de todo coração

Brigas não queiram nunca mais

Pois, este sim é o remédio eficaz

Para combater brigas, tristeza e desilusão

Como já diziam os sábios e os profetas

Esta sim é a melhor solução.

terça-feira, 21 de abril de 2009


Rimas de Saudade

** Martim Elias

Como bem disse com propriedade o compositor de uma música em sua letra, “nas rimas dos meus versos cheios de saudade”. Por quê amigos vivemos ainda com tantas saudades? Pois elas estão presentes em nossas vidas, em toda hora e qualquer ocasião, ou melhor, em qualquer lugar ela adentra de mansinho os nossos corações, onde parece fazer morada eterna...

Deixa-me aqui falar um pouco do que traduz esse verdadeiro sentimento dos meus versos, pois com certeza eles são a história real de algo de bom do meu passado e que ainda hoje me faz recordar, trazendo um aperto no coração e um vazio enorme dentro de mim, porque não dizer uma verdadeira lacuna, que somente pode ser visualizada através deste grande sentimento que se chama saudade. Saudade esta presente nas roupas que vestimos no passado, nos perfumes que usamos, na bebida que bebemos em uma mesa de bar, nos sonhos e nas noites de luar, cujo clarão relembra os caminhos aonde passávamos sobre aquele tabuleiro que parecia um manto verde estrelado pelo reflexo das estrelas do céu.

Existe, sim, saudades, muitas saudades, aquelas de muitos momentos especiais, de tristeza, as que apertam o peito e as que me fazem chorar e que jamais serão esquecidas, pois, por estas e outras muitas razões deixa-me te abraçar saudade danada, guardá-la carinhosamente na minha mente, pois você – SAUDADE - é ainda a melhor amiga e fiel companheira de todas as minhas horas, em toda a minha caminhada.

** Autor desta obra

APRESENTAÇÃO

As poesias demonstram a maneira simples do poeta Martim Elias extravasar o seu sentimento, hora sozinho, hora compartilhado com alguém. Existem muitas maneiras de extravasarmos ou mesmo dividirmos com alguém um pouco do nosso sentimento e isto Martim Elias soube fazer muito bem neste relato poético, talvez a maior razão da história em versos que eu já conheci.

Através das poesias Martins Elias mostra um pouco do drama da vida real de cada um de seus personagens, cujas situações assemelham-se a um capítulo teatral, ou melhor, a uma semana de palco, onde os atores sentem na pele ou vivem o momento de solidão, saudade e de tristeza. Os poemas de Martins Elias permitiram que ele transmitisse muitos sentimentos, alguns deles, como diz o autor - serão levados à eternidade, outros vividos apenas nas lembranças e que muitas vezes fizeram cortar a sua voz em soluço.

Lágrimas, sofrimento e a saudade ficarão edificadas para sempre neste livro que Martim Elias faz questão de definir como sendo um relato vivo e fiel transmitido em muitos dos seus poemas como: Saudade Danada, Saudosos Carnavais, Luar do Sertão, Súplica Natalina, A Mulher dos Meus Sonhos, A Realidade Nua e Crua dos Poemas das Noites do Luar, Das Boates e os que freqüentavam o Cassino Eldorado.

Embora ainda fosse menino, não chegando a freqüentar o Cassino Eldorado, Martim Elias se refere, no seu livro, a esta casa noturna tão freqüentada, à época, por grandes e ricos empresários, políticos e senhores de engenhos, os quais puderam sentir o carinho e a pele macia da “Deusa encantada da estrela das noites”, cujos olhos seus brilhavam e eram motivo maior para a dança da valsa e tango da mulher sedução. A mulher sedução que o autor a chamou em seu poema de “Maria de Ninguém”, nos últimos dias de sua vida apenas é lembrada na música gravada pelo saudoso Nelson Gonçalves que diz: “Relembrando teu passado, tantas glórias e tanta fama, meu consolo é saber que as estrelas lá do céu também se refletem na lama”, foi assim a vida de “Maria de Ninguém”, título de um verso que Martim escreveu em sua homenagem e que foi premiado no Festival de Poesia de 1986 do autor.

Francinete Silva

Repórter redatora do Jornal da Paraíba