terça-feira, 21 de abril de 2009


Rimas de Saudade

** Martim Elias

Como bem disse com propriedade o compositor de uma música em sua letra, “nas rimas dos meus versos cheios de saudade”. Por quê amigos vivemos ainda com tantas saudades? Pois elas estão presentes em nossas vidas, em toda hora e qualquer ocasião, ou melhor, em qualquer lugar ela adentra de mansinho os nossos corações, onde parece fazer morada eterna...

Deixa-me aqui falar um pouco do que traduz esse verdadeiro sentimento dos meus versos, pois com certeza eles são a história real de algo de bom do meu passado e que ainda hoje me faz recordar, trazendo um aperto no coração e um vazio enorme dentro de mim, porque não dizer uma verdadeira lacuna, que somente pode ser visualizada através deste grande sentimento que se chama saudade. Saudade esta presente nas roupas que vestimos no passado, nos perfumes que usamos, na bebida que bebemos em uma mesa de bar, nos sonhos e nas noites de luar, cujo clarão relembra os caminhos aonde passávamos sobre aquele tabuleiro que parecia um manto verde estrelado pelo reflexo das estrelas do céu.

Existe, sim, saudades, muitas saudades, aquelas de muitos momentos especiais, de tristeza, as que apertam o peito e as que me fazem chorar e que jamais serão esquecidas, pois, por estas e outras muitas razões deixa-me te abraçar saudade danada, guardá-la carinhosamente na minha mente, pois você – SAUDADE - é ainda a melhor amiga e fiel companheira de todas as minhas horas, em toda a minha caminhada.

** Autor desta obra

APRESENTAÇÃO

As poesias demonstram a maneira simples do poeta Martim Elias extravasar o seu sentimento, hora sozinho, hora compartilhado com alguém. Existem muitas maneiras de extravasarmos ou mesmo dividirmos com alguém um pouco do nosso sentimento e isto Martim Elias soube fazer muito bem neste relato poético, talvez a maior razão da história em versos que eu já conheci.

Através das poesias Martins Elias mostra um pouco do drama da vida real de cada um de seus personagens, cujas situações assemelham-se a um capítulo teatral, ou melhor, a uma semana de palco, onde os atores sentem na pele ou vivem o momento de solidão, saudade e de tristeza. Os poemas de Martins Elias permitiram que ele transmitisse muitos sentimentos, alguns deles, como diz o autor - serão levados à eternidade, outros vividos apenas nas lembranças e que muitas vezes fizeram cortar a sua voz em soluço.

Lágrimas, sofrimento e a saudade ficarão edificadas para sempre neste livro que Martim Elias faz questão de definir como sendo um relato vivo e fiel transmitido em muitos dos seus poemas como: Saudade Danada, Saudosos Carnavais, Luar do Sertão, Súplica Natalina, A Mulher dos Meus Sonhos, A Realidade Nua e Crua dos Poemas das Noites do Luar, Das Boates e os que freqüentavam o Cassino Eldorado.

Embora ainda fosse menino, não chegando a freqüentar o Cassino Eldorado, Martim Elias se refere, no seu livro, a esta casa noturna tão freqüentada, à época, por grandes e ricos empresários, políticos e senhores de engenhos, os quais puderam sentir o carinho e a pele macia da “Deusa encantada da estrela das noites”, cujos olhos seus brilhavam e eram motivo maior para a dança da valsa e tango da mulher sedução. A mulher sedução que o autor a chamou em seu poema de “Maria de Ninguém”, nos últimos dias de sua vida apenas é lembrada na música gravada pelo saudoso Nelson Gonçalves que diz: “Relembrando teu passado, tantas glórias e tanta fama, meu consolo é saber que as estrelas lá do céu também se refletem na lama”, foi assim a vida de “Maria de Ninguém”, título de um verso que Martim escreveu em sua homenagem e que foi premiado no Festival de Poesia de 1986 do autor.

Francinete Silva

Repórter redatora do Jornal da Paraíba



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