quinta-feira, 7 de maio de 2009

Maria de Ninguém

Aquela que vocês estão vendo
Magra, pálida, com fome e sofrendo
Já teve amores, amigos e valor
Porém, agora jogada na lama
Pois a beleza que vendia por grana
Da fonte sumiu, a fonte secou

Assim é a vida desta criatura
Sem nome, sem lar e sem cultura
Vive pedindo esmola para comer
E eu prefiro chamá-la de Mariazinha
Pobre e renegada criaturinha
Que o tempo destruiu
E a sociedade renegou

Nenhum comentário:

Postar um comentário